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Envio com gelo seco (UN1845): rótulos, limites e carta de porte aéreo

O gelo seco (dióxido de carbono sólido, UN1845) é um artigo perigoso quando viaja por via aérea, mesmo que sirva apenas para manter alimentos ou amostras frios. O volume precisa deixar o gás escapar, levar a marca UN1845, o peso líquido de gelo seco e um rótulo de Classe 9, e o expedidor deve combinar cada remessa com a companhia aérea. Em vez de uma Declaração do Expedidor de Artigos Perigosos (Shipper's Declaration for Dangerous Goods), os dados do gelo seco vão na carta de porte aéreo.

Verificado em fontes oficiais: 2026-10

Resumo

Número ONU e nomeUN1845, "Carbon dioxide, solid" ou "Dry ice"
Rótulo de risco (aéreo)Classe 9
Limite por volume (IATA)200 kg de gelo seco ou menos
EmbalagemDeve deixar o gás dióxido de carbono escapar: nunca hermética; Instrução de embalagem 954 da IATA
Carta de porte aéreoCampo Nature and Quantity of Goods (natureza e quantidade da mercadoria): UN1845, Dry ice, número de volumes, peso líquido em kg
Exceção dos EUA para volumes pequenosAté 2,5 kg (5,5 lb) por volume como refrigerante: marcado, mas isento da maioria das demais regras de materiais perigosos
Companhia aéreaO expedidor deve combinar cada remessa de gelo seco com o operador com antecedência
Passageiros (EUA)2,5 kg (5,5 lb) por volume e por passageiro, com aprovação da companhia aérea

Por que o gelo seco é regulado

O gelo seco se transforma em gás dióxido de carbono, que pode acumular pressão perigosa em um volume fechado; por isso, as regras do transporte aéreo o tratam como artigo perigoso, seja qual for o item que ele esfria. As regras dos EUA (49 CFR 173.217) exigem uma embalagem que permita a saída do gás, a massa líquida de gelo seco marcada do lado de fora e um acordo com o operador para cada remessa; a FAA observa que quantidades acima de 2,5 kg (5,5 lb) são totalmente reguladas e exigem treinamento em materiais perigosos, além de marcas e rótulos adicionais.

Na carga aérea internacional, as companhias aéreas conferem o gelo seco com a lista de verificação de aceitação da IATA, que se aplica quando não é exigida uma Declaração do Expedidor de Artigos Perigosos. Ela pede UN1845 e "Dry ice" ou "Carbon dioxide, solid", o número de volumes e o peso líquido em quilogramas no campo Nature and Quantity of Goods da carta de porte aéreo, no máximo 200 kg por volume, embalagem conforme a Instrução de embalagem 954 e ventilada, as marcas do volume e um rótulo de Classe 9.

Marcas e rótulos do volume para o transporte aéreo

Volumes pequenos, marítimo e terrestre

Nos EUA, um volume com no máximo 2,5 kg (5,5 lb) de gelo seco usado para resfriar o conteúdo é isento da maioria das regras de materiais perigosos se estiver ventilado, se o expedidor tiver combinado com o operador e se estiver marcado "Dry ice" ou "Carbon dioxide, solid", com o nome do conteúdo e o peso líquido de gelo seco ou uma nota informando que são 2,5 kg (5,5 lb) ou menos. O gelo seco que resfria material de diagnóstico ou de tratamento, como amostras médicas congeladas, tem uma isenção semelhante quando o volume traz essa indicação.

Por navio, as regras dos EUA exigem que os volumes levem a marca "CARBON DIOXIDE, SOLID—DO NOT STOW BELOW DECKS" e que os veículos de transporte e os contêineres de carga levem a marca "WARNING CO2 SOLID (DRY ICE)" em dois lados. Nas remessas terrestres nos EUA, a FAA observa que o gelo seco não é regulado como artigo perigoso, mas qualquer volume entregue a uma transportadora aérea deve cumprir as regras aéreas. As regras dos couriers e das companhias aéreas podem ser mais rígidas; por isso, confira as instruções de gelo seco da sua transportadora antes de reservar.

Passo a passo

  1. Pergunte à companhia aérea ou ao courier se aceita gelo seco na sua rota e qual quantidade por volume permite.
  2. Use uma caixa isolada que não seja hermética, para o gás poder escapar, e pese o gelo seco que adicionar.
  3. Marque UN1845, "Dry ice", o peso líquido em kg e os endereços do expedidor e do consignatário, e fixe um rótulo de Classe 9.
  4. Escreva UN1845, Dry ice, o número de volumes e o peso líquido em kg no campo Nature and Quantity of Goods da carta de porte aéreo.
  5. Mantenha cada volume em 200 kg de gelo seco ou menos e garanta que a equipe que prepara volumes acima de 2,5 kg seja treinada.

Documentos normalmente necessários

Problemas comuns e como evitá-los

A caixa foi fechada com fita de forma hermética ou colocada em um cooler lacrado.

O que fazer: Use uma embalagem que deixe o gás escapar; um recipiente hermético pode estourar.

O peso do gelo seco no volume e na carta de porte aéreo não confere.

O que fazer: Pese o gelo seco ao embalar e use o mesmo peso líquido em kg em cada volume e na carta de porte aéreo.

Falta o rótulo de Classe 9 ou a marca UN1845.

O que fazer: Adicione UN1845, "Dry ice", os kg líquidos e um rótulo de Classe 9 antes de entregar o volume.

A remessa é reservada sem avisar a companhia aérea sobre o gelo seco.

O que fazer: Combine cada remessa de gelo seco com o operador com antecedência; nos EUA, o gelo seco não declarado encontrado em uma remessa deve ser comunicado ao Departamento de Transportes (Department of Transportation).

Fontes

  1. 49 CFR 173.217: Carbon dioxide, solid (dry ice) Electronic Code of Federal Regulations (eCFR)
  2. Dry ice fact sheet Federal Aviation Administration (FAA)
  3. PackSafe: Dry Ice Federal Aviation Administration (FAA)
  4. 2027 Acceptance checklist for dry ice (Carbon dioxide, solid) International Air Transport Association (IATA)

As regras mudam com frequência. Esta nota é orientação prática baseada nas fontes acima, não aconselhamento jurídico. Confirme as exigências atuais com a autoridade competente, seu importador ou um despachante aduaneiro licenciado antes de embarcar.

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Perguntas frequentes

O gelo seco é um artigo perigoso?

Sim, por via aérea. É UN1845, Classe 9, porque libera gás dióxido de carbono. Nos EUA, ele não é regulado como artigo perigoso em remessas terrestres.

Preciso de uma Declaração do Expedidor de Artigos Perigosos para gelo seco?

Não, quando o gelo seco é o único artigo perigoso: o número ONU, o nome, o número de volumes e os kg líquidos vão, em vez disso, no campo Nature and Quantity of Goods da carta de porte aéreo.

Quanto gelo seco pode ir em um volume?

Até 200 kg por volume pela lista de verificação da IATA, mas as companhias aéreas e os couriers costumam fixar limites menores; por isso, confira antes de reservar.

Que rótulo um volume com gelo seco precisa ter?

Um rótulo de risco de Classe 9, além das marcas UN1845, "Dry ice" ou "Carbon dioxide, solid", do peso líquido em kg e dos nomes e endereços do expedidor e do consignatário.

Posso levar gelo seco no avião como passageiro?

Nos EUA, até 2,5 kg (5,5 lb) por volume e por passageiro para manter itens perecíveis frios, com a aprovação da companhia aérea e um volume ventilado.

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